domingo, 24 de janeiro de 2016

Os Meios Refringentes do Olho


                            ____________d = 23,04 mm ______________

Os meios refringentes do globo ocular são constituídos pela: 
  • córnea 
  • cristalino 
  • humor aquoso
  • humor vítreo.

Estes formam o aparelho dióptrico do olho, que corresponde a uma lente convexa, de 23mm de foco. 


A principal função deste sistema é fazer convergir sobre a retina os raios de luz focados.


Obs: 
  • Todos os meios refringentes do olho apresentam índice de refração.
  • Índice da córnea 1,3376 = N

  • O padrão da córnea - DPT = 44,00 (dioptria do olho).
  • O cristalino tem 14,00 DPT.

  • Poder total = Córnea + Cristalino + Humor Aquoso + Humor Vítreo
  • PT = C + C + HA + HV

  • PT = ?
  • Córnea = 44,00
  • Cristalino = 14,00
  • HA = 0,025
  • HV = 0,012
Então: PT = 44,00 + 14,00 + 0,025 + 0,012
PT = 58,035 DPT

O OLHO É COMO SE FOSSE UMA LENTE POSITIVA DE 58,035 DPT.

  • d = N/P

  • d = distância
  • N = índice de refração
  • P = Poder total

d = N/P
d = 1,337/58,037 x 1000
d = 23,04 mm

Multiplica por 1000 para transformar de dioptria para milímetro.

No trajeto até a retina, as ondas luminosas atravessam os meios refringentes do olho: córnea, cristalino, humor aquoso e humo vítreo.


quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

Via Óptica e Reflexos Pupilares

A Via Óptica é a via de transmissão dos impulsos nervosos desde a retina até o córtex visual, através do nervo óptico.


Via Óptica








Um breve resumo sobre os reflexos pupilares:

  1. Reflexo Direto ou Fotomotor
  2. Reflexo Consensual
  3. Reflexo Acomodativo ou de Proximidade

1. Reflexo Direto ou Fotomotor: 

Durante a realização do exame optométrico, a pupila do paciente será avaliada. Quando há o estímulo luminoso, a pupila se contrai e logo em seguida se dilata um pouco, ocorre o que chamamos respectivamente de miose e midríase. Durante o exame, para avaliação do Reflexo Fotomotor, ilumina um olho e avalia o mesmo olho.


2. Reflexo Consensual:

Na avaliação optométrica da pupila do paciente, quando estimula um olho, com o estímulo luminoso, observa-se a contração da pupila do outro olho.


3. Acomodativo ou de Proximidade:

Durante essa etapa do exame, quando vai aproximando o estímulo luminoso, a pupila faz miose. Ocorre o que denominamos de limite de acomodação, quando a pupila dilata após essa miose feita anteriormente. Esse é um processo muito rápido que deve ser observado.


Observações:

  • No defeito grave, a luz fica no quiasma óptico e volta para a retina, a pupila fica mais dilatada que o normal.
  • A imagem será formada no córtex visual.
  • As vias se cruzam no quiasma óptico.
  • Se o estímulo é feito no olho direito, a resposta ficará do lado esquerdo do cérebro.
  • Se ocorrer o contrário, no estímulo da luz, o olho dilatar mais, há defeito entre o olho e o quiasma óptico.


sábado, 17 de outubro de 2015

Vestibular para o Curso de Optometria




ATENÇÃO! ESTÃO ABERTAS AS INSCRIÇÕES PARA O VESTIBULAR PARA O CURSO DE OPTOMETRIA!


Inscrições abertas desde o dia 01/10/2015 

Vestibular para o Curso de Optometria na UnC – Canoinhas. 

No site da UnC www.unc.br você encontrará o edital com todas as informações e esclarecimentos necessários!






sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Optometristas solicitam apoio da prefeitura para a emissão do alvará

Parabenizamos toda a equipe do Jornal Diário de Aparecida, pela excelente cobertura jornalística abordando as ações dos Optometristas.
A população de Aparecida de Goiânia, assim como todos no território brasileiro, merecem e precisam da prestação de Serviços Optométricos no SUS.

Todos nós optometristas, vamos seguir esse exemplo.






quarta-feira, 5 de agosto de 2015

A História de Meir Schneider

Essa é a História de Meir Schneider, achei muito interessante e resolvi postar aqui no blog
 


Meir Schneider nasceu em Lvov, Ucrânia, em 1954, com catarata, astigmatismo e nistagmo.  

Emigrou  para Israel com os pais aos quatro anos de idade e, aos sete, foi declarado legalmente cego. 

Ele nunca aceitou a condição de cego. Tinha ataques de fúria, durante os quais lançava os óculos ao chão e pisoteava-os. Não conseguia quebrá-los de tão grossas que as lentes eram e gritava. 

Os pais, ambos surdos, não eram atingidos pela gritaria. Mas a avó, Savta, docemente o acalmava dizendo que as coisas podiam mudar. Sempre.

Amigos, como uma dona de biblioteca volante semi-paralítica – que lhe ensinou técnicas de relaxamento -  e outro jovem, Isaac – com problemas visuais igualmente graves – deram-lhe incentivo para a grande virada de sua vida. 

Isaac apresentou-lhe o método do oftalmologista William Bates (1860-1931) de estimulação da visão. 

A despeito da descrença radical da família e amigos, dedicou-se com fervor aos exercícios para os olhos, aliando as técnicas de ioga, auto-massagem e movimento. 

Dezoito meses mais tarde, ele tinha desenvolvido a visão funcional, que lhe permitiu alguns anos mais tarde (1981) tirar carteira de motorista, sem qualquer restrição, expedida pelo Governo do Estado da Califórnia.


Cursou:
 
Bar Ilan University, Tel Aviv, 1973 – 1975
BA, Philosophy from University of San Francisco, 1978
PhD, the Healing Arts from Golden State University, 1982. Doctoral Dissertation: “The effects of Therapeutic movement combined with subtle massage and manipulation compared with conventional medical treatment in cases of muscular distrophy”

Os princípios que descobriu quando trabalhava seus olhos formaram a base do método Self-Healing, desenvolvido para trabalhar com portadores dos mais variados problemas de saúde. 

Em 1975 Meir montou o primeiro Institute For Self-Healing em Tel Aviv, Israel ( 1973 – 1976 ),  onde cresceu, juntamente com dois dos seus primeiros pupilos – Vered e Danny. 

Por muito tempo Meir teve dúvidas de que seu método pudesse ser ensinado, já que boa parte das massagens e exercícios que produziam espetaculares resultados com pessoas portadoras de distúrbios graves – e tidas como incuráveis pela medicina – como esclerose múltipla, distrofia muscular, poliomielite, artrite reumatóide, degeneração da mácula, entre tantos outros, foram desenvolvidos junto com o cliente, na própria sessão, e com forte caráter intuitivo. 

Milhares de horas de prática clínica foram delineando a estrutura do Método Meir Schneider -  Self-Healing – os princípios, as técnicas, os exercícios e a fundamentação científica.
 
Em 1976, Meir mudou-se para San Francisco, USA. Aí montou consultório junto com o optometrista Ray Gottlieb, com o qual manteve intensa colaboração durante vários anos. 

Fundou o Center for Conscious Vision (1977–1978), o Center for Conscious Health (1978–1980) e em 1980, o Center For Self-Healing. 

Quatro anos depois obteve permissão do Departamento de Educação do Estado da Califórnia para formar alunos no método e funcionar como School For Self-Healing. 

Desde 1980 até o momento presente,  existe o Self – Healing Research Foundation, que busca fundos para uma pesquisa  evidenciando a eficácia do método na distrofia muscular e na degeneração macular. E se mantém aberto para qualquer outra pesquisa que tenha como objetivo a comprovação do método cientificamente.
 
Sua jornada pessoal, os primeiros anos de desenvolvimento do método, suas raízes, influências, primeiros casos e parcerias foram narrados em seu primeiro livro “Uma Lição de Vida”, publicado no Brasil pela editora Cultrix e em mais quatro idiomas: inglês, francês, húngaro, e hebraico. 

Seu segundo livro, o Manual de Autocura, publicado nos USA em 1994, foi também publicado em russo além dos outros cinco idiomas do primeiro livro.

Fonte: http://www.self-healing.org.br/meir.htm