sexta-feira, 23 de agosto de 2024

TÉCNICA DA RETINOSCOPIA DINÂMICA

 TÉCNICA DA RETINOSCOPIA DINÂMICA


RETINOSCOPIA DINÂMICA MONOCULAR DE MERCHAN


1. Coloque-se à 40 com do paciente.

2. OCLUA o olho esquerdo do paciente e peça que o mesmo olhe as figuras do RETINOSCÓPIO.

3. OBSERVE O MOVIMENTO DA SOMBRA e inicie a NEUTRALIZAÇÃO em passos de 0,25 ou de 0,50 D.

4. O VALOR PARA VISÃO DE LONGE, se compensa de ACORDO COM A IDADE e segundo a TABELA a seguir:

IDADE COMPENSAÇÃO

 Menos de 40 .................... 1,25 D
40 até 44 ........................... 1,50 D
45 até 48 ........................... 1,75 D
49 até 52 ........................... 2,00 D
53 até 56 ........................... 2,25 D
57 até 60 ........................... 2,50 D
61 até 64 ........................... 2,75 D
Mais de 64 anos ................ 3,00 D


5. Repita o procedimento para o olho esquerdo.

6. Geralmente esta técnica se desenvolve logo depois de ter obtido o dado refrativo mediante a retinoscopia estática, no que permite uma ANÁLISE OBJETIVA SOBRE O ESTADO DA ACOMODAÇÃO DO PACIENTE.

Obs.:  A RETINOSCOPIA DINÂMICA é de 0,50 a 0,75 dioptrias MAIS POSITIVA QUE A RETINOSCOPIA ESTÁTICA.
Se a diferença for maior ou menor, indicará problemas na acomodação.


TÉCNICA MONOCULAR DE EMBORRONAMENTO:

 TÉCNICA MONOCULAR DE EMBORRONAMENTO:




1. ADICIONE MONOCULARMENTE ao valor do ESFÉRICO da RETINOSCOPIA, um valor de 2 a 3 vezes MAIS POSITIVO, de forma que faça com que o paciente enxergue BEM BORRADA A LETRA 20/200 do OPTÓTIPO localizado a 6 metros de distância.


2. EXPLIQUE AO PACIENTE que verá borrado e que necessita de sua máxima COLABORAÇÃO, para que ele leia as linhas do optotipo à medida que vai identificando, mesmo que NÃO AS VEJA TOTALMENTE NÍTIDAS.



3. DIMINUA o valor da lente positiva em passos de 0.25 dpts, de maneira que o PACIENTE CONSIGA LER cada vez MELHOR as linhas dos optotipos SEM SER NECESSÁRIO VER COMPLETAMENTE NÍTIDA.



Para CONTROLAR melhor a ACOMODAÇÃO, não retire as lentes de uma vez, peça  ao paciente que feche os olhos e abra somente quando a lente estiver em frente ao seu olho, ou seja, FECHANDO E ABRINDO OS OLHOS ENTRE AS MUDANÇAS DAS LENTES.



4. Ao chegar a uma acuidade visual bem borrada de 20/40 (NÃO DEIXE QUE O PACIENTE VEJA NÍTIDA ESSA LINHA, pois a margem de erro será grande), MUDE O OPTOTIPO PARA O DIAL ou leque astigmático, PARA OBTER A CORREÇÃO CILÍNDRICA.



5. Determine o EIXO do astigmatismo PERGUNTANDO ao paciente:
Qual das linhas vê mais negra? Qual ressalta mais?




POSSÍVEIS RESPOSTAS



• Todas se vêem IGUALMENTE negras - isso significa que NÃO POSSUI ASTIGMATISMO e o que necessita ou o que tem no momento é o correto.



• Caso responda que UMA DAS LINHAS RESSALTA MAIS, então a 90º de sua posição está o EIXO DO ASTIGMATISMO.



Neste momento, multiplicar a linha de melhor visão, no caso a de número 6 x 30° que dará como resultado o eixo de 180°. 


Serão colocadas lentes plano-cilíndricas de -0,25 em -0,25 a 180° até  que o paciente reporte ver todas as linhas iguais do leque ou dial astigmático.


Agregar cilindros negativos, com o eixo orientado na direção antes determinada, até que o paciente indique que ver com a mesma intensidade todas as linhas do optotipo.



Projetar de novo o OPTOTIPO DE ACUIDADE VISUAL, ou seja, acertado o valor e eixo do cilindro, retornar à linha de 20/40 do optotipo e ir desmiopizando (DIMINUINDO AS ESFERAS POSITIVAS) até conseguir a melhor acuidade visual com nitidez.



Continuar a afinar o eixo e a potência do cilindro.




POSSÍVEIS RESPOSTAS



Se inicialmente o paciente VÊ TODAS AS LINHAS com a mesma intensidade, entendemos que o paciente NÃO TEM ASTIGMATISMO.



Quando nos indica que vê uma linha mais escura que o resto, entendemos que o paciente tem astigmatismo e procedemos a realizar o exame antes descrito.



No caso de que o paciente indique ver mais de uma linha escura significa que realizamos erroneamente a miopização ou que o paciente não entendeu o teste. Deveremos aumentar a miopização até que veja unicamente uma linha do teste mais escura que o resto.



Quando o paciente nos diz que não vê nenhum símbolo sobre a parede de projeção do círculo horário pode ser devido a:



- Que fizemos uma excessiva miopização.
- Que o paciente tem uma acuidade visual inferior à requerida.



6. Oclua o olho direito e repita o procedimento.



Nota : A utilização do dial tem como requisito ter uma A.V. não inferior a 20/40.




RECOMENDAÇÕES:



Tenha em conta que a lente negativa aumenta o contraste, o que pode ser interpretado pelo paciente como melhor visão. Um aumento na A.V. somente pode significar maior descriminação e não melhor qualidade da imagem.




Teste Refrativo Utilizando o Dial




Prova utilizada para VERIFICAR e AFINAR a CORREÇÃO REFRATIVA obtida por meio de TÉCNICAS OBJETIVAS, controlando a ACOMODAÇÃO.


OBJETIVO: 


Formular ao paciente a LENTE MAIS POSITIVA com que tenha A MELHOR A.V. com CONFORTO para a VISÃO DE LONGE MONOCULAR, para logo ser balanceada BINOCULARMENTE.


Antes de iniciarmos os conceitos do SUBJETIVO, é necessário conhecer os diferentes TIPOS DE DIAL ASTIGMÁTICO que podem existir.

No DIAL DE SNELLEN, quando o paciente REPORTA VER UMA DAS LINHAS MAIS NÍTIDAS, O EIXO DO ASTIGMATISMO será sempre ao CONTRÁRIO DE 90°.

Por exemplo, se o paciente REPORTA VER A LINHA DE 15° MAIS NÍTIDA, o eixo do astigmatismo será a 105°. 
Vale lembrar que o defeito encontra-se a 15°, porém só será corrigido se colocarmos o eixo a 105°.

O leque astigmático deve seguir sempre a mesma orientação horária conforme o desenho.

     DIAL DE SNELLEN
DIAL OU LEQUE ASTIGMÁTICO - O leque astigmático deve seguir sempre a mesma orientação horária conforme o desenho.investir dinheiro


Porém há que tomar cuidado porque existem alguns optótipos que possuem o leque astigmático já com a anotação própria do eixo do astigmatismo.



DIAL OU LEQUE ASTIGMÁTICO HORÁRIO

Determinar a direção destas linhas e fazer uma comparação com as horas do relógio. Multiplicar a menor hora de tal direção por 30º, com o que se obtém o eixo do cilindro negativo do astigmatismo.
Exemplo:
Se o paciente nos reporta que vê mais nítida a linha número 2, realizaremos o cálculo do eixo do astigmatismo da seguinte forma:

2:00 x 30º = 60º sendo este o eixo do cilindro negativo do astigmatismo.

OPTOMETRIA NO BRASIL

 OPTOMETRIA NO BRASIL


Já é uma realidade!

Está presente na vida das pessoas há mais de um século, e no Brasil está ganhando espaço a cada dia.
                                                   

Atualmente, o Brasil possui diversos centros de formação acadêmica de optometristas.

 Muitas pessoas possuem dificuldades para enxergar, devido a alterações visuais de causas ópticas (refrativas) e não patológicas.

As crianças que não enxergam bem, têm rendimento escolar baixo, com elevados níveis de repetência, os quais acabam por desestimular a continuidade de seus estudos. Milhões de adultos têm sua produtividade reduzida ou até interrompida e os idosos detêm uma queda brusca de qualidade de vida, pela falta de uso de um simples par de óculos.

A nação brasileira perde muito dinheiro e talento por questões relacionadas à visão.

Esse problema pode ser resolvido de forma rápida e acessível, através da optometria.



O Exame Optométrico, Anamnese e a História Clínica do Paciente

 Sobre o exame optométrico, anamnese e a história clínica do paciente


O exame optométrico é realizado pelo optometrista, com a finalidade de identificar o estado motor, sensorial e funcional do sistema visual, bem como compensar o defeito refrativo encontrado, através da prescrição de lentes, ou remeter o paciente ao especialista necessário, psicólogo, oftalmologista, terapeuta ocupacional, clínico geral, neurologista dentre outros.



Objetivos da anamnese:

·    Identificar o problema principal pelo qual o paciente veio à consulta,  assim como problemas secundários.
·    Permitir uma visão generalizada do caso. 
·    Orientar na solução do problema principal da consulta.
·    Controlar a evolução do caso e a resposta ao tratamento.
·    Ajudar na investigação clínica e epidemiológica.


Partes da história clínica:

1.          Dados do paciente
2.          Anamnese
3.          Acuidade visual
4.          Optotipos
5.          Exame externo
6.          Exame sensorial
7.          Exame motor
8.          Exame refrativo
9.          Prova ambulatorial
10.        Diagnóstico
11.        Conduta
12.        Controle

Anamnese:

Consiste na entrevista, deve conter toda a história de saúde geral e ocular do paciente.
Tem a finalidade de identificar o motivo principal da consulta.
Precisar dados sobre a sintomatologia.
Dialogar com o paciente, facilitando-lhe conhecer os perfis psicológicos, sociais, culturais e econômicos.

Avaliar a informação.


I. MPC: motivo principal da consulta
II. Sinais e sintomas
III. Antecedentes pessoais
IV. Antecedentes familiares


Sinais e Sintomas (sintomatologia)

• Sinal:

É a manifestação objetiva da doença, física ou química, diretamente observada pelo profissional, ou seja, quando o examinador percebe alguma alteração.


• Sintoma:

Quando o paciente reporta (narra) o que sente, para o examinador:
cefaléia (dor de cabeça), visão borrada para longe ou perto, defeitos no campo visual, moscas volantes, perda súbita da visão, diplopia, dor ocular, ardência, prurido ocular, sensação de corpo estranho, etc.

É a sensação referida pelo paciente.


Sintoma divide-se em 3 categorias básicas:

• Anormalidades da visão: dificuldade de visão para longe e/ou perto, etc.

• Anormalidades de aparência ocular: olho vermelho, lacrimejamento, etc.

• Anormalidades de sensação ocular: dor e desconforto.